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Reunião do Fórum em Defesa do Corumbataí é realizada na Feena

Julinho Lopes discursa na abertura do Fórum Permanente em Defesa do Rio Corumbataí ocorrido na Feena.

O auditório localizado na Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (Feena), foi palco na manhã desta quarta-feira (29) do Fórum Permanente em Defesa do Rio Corumbataí. A reunião foi coordenada pelo vice-presidente da Câmara de Rio Claro, vereador Julinho Lopes. Na oportunidade foram apresentados trabalhos desenvolvidos em prol do meio ambiente regional.

Na abertura dos trabalhos, Julinho Lopes enfatizou que o objetivo da programação foi abrir espaço para que os municípios da região possam ter acesso às informações de tudo o que Rio Claro vem fazendo para contribuir com o Rio Corumbataí. “Estamos trabalhando intensamente para recuperação da mata ciliar, recuperação de nascentes, mananciais e na eficiência do tratamento de esgoto”, discursou.

O idealizador do Fórum, José Aparecido Longatto, falou da felicidade em tocar um projeto iniciado desde o ano de 1994, com frutos agora, em trabalho árduo, de conscientização. “Não salvaremos o rio sem a união e esforço de todos os municípios envolvidos”, disse o parlamentar, que também falou do balanço geral que fará, para ver as cidades que menos compareceram nas reuniões do Fórum, sendo que isso poderá reverter em representações públicas destas municipalidades.

O Fórum foi instituído em 13 de fevereiro de 2004, composto por oito cidades: Analândia, Charqueada, Corumbataí, Ipeúna, Rio Claro, Santa Gertrudes e Piracicaba, tendo como intuito principal unir forças políticas entre as cidades, na busca de recursos que priorizem a recuperação e promoção da bacia do rio Corumbataí.

Na formação diretiva da mesa dos trabalhos, o coordenador do Fórum, José Aparecido Longatto; o vice-presidente da Câmara de Rio Claro, Julinho Lopes, vereadora de Itirapina, Elisabete de Oliveira, o presidente da OECO (Organização Ecológica e Cultural Corumbataí), Antonio Cesário Longatto, Walter Castilho, superintendente do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto de Piracicaba), representando o presidente José Rubens Françoso; o representante do prefeito municipal de Analândia, João Gilberto Tendolini, Leonardo Lucas, da Agência PCJ (Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Mauro Degea, vereador de Corumbataí; Eneas Antonio, diretor da Casa da Agricultura de Rio Claro; Cláudio José, diretor da Unesp, e o promotor de Justiça de Meio Ambiente de Rio Claro, Gilberto Porto Camargo.

Também participaram da reunião a vereadora da cidade de Corumbataí, Vera Lúcia Aparecida Altarúgio; o coordenador de projetos do PCJ, Guilherme Valarine; Diego Heron Pinheiro, presidente da Câmara de Ipeúna; Glalson Chamon, vice-prefeito de Santa Gertrudes; Cláudio José Zuben, diretor do Instituto de Biociências da Unesp; Enéas Antonio Fergusson, diretor da Casa da Agricultura de Rio Claro e Leonardo Lucas, da Agência PCJ.

Palestras

Diógenes Gangís, da BRK Ambiental, mostrou dados sobre a atuação da empresa no tratamento de esgoto. Atualmente Rio Claro coleta 99,8% de seu esgoto, alcançando 92% de eficiência de tratamento. Com 737 quilômetros de extensão, a rede de esgoto no município possui 59 pontos de monitoramento, incluindo rios e córregos. Por fim, abordou os programas de responsabilidade social mantidos pela empresa junto à população, especialmente às crianças.

Na sua vez, Tatiane Surian, do Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgoto), informou que em Rio Claro há 1447 nascentes catalogadas, em áreas públicas e urbanas, sendo que 8% estão degradadas. Para a revitalização, a autarquia está realizando plantio de mudas e as crianças e adolescentes são envolvidas na atividade. “A manutenção da água depende da proteção das árvores”, concluiu.

O diretor de Silvicultura, da secretaria de Agricultura de Rio Claro, Sérgio Litholdo, apresentou diagnóstico que demonstra as ações que estão sendo realizadas para recomposição do meio ambiente da região, como a criação da Frente de Vivificação Ambiental, composta por membros do Executivo e Legislativo municipal. Além da Frente, explicou o projeto para capacitação de agricultores convencionais em orgânico, visando à eliminação do uso de agrotóxicos que impactará positivamente na qualidade dos rios.

O secretário de meio Ambiente de Rio Claro, Antonio Penteado, falou sobre o problema do despejo irregular de resíduos sólidos. Ele chamou a atenção para a limpeza urbana, já que ela impacta diretamente nas águas. ”Precisamos conscientizar a população, já que muitas vezes as áreas são limpas e no dia seguinte já existe o lixo e entulho despejado”, disse.

O professor José Alexandre Perinotto, da Unesp, apresentou o Geoparque e falou de sua importância para o turismo nas cidades da bacia hidrográfica do Corumbataí. Ele lembrou que o projeto teve início com o PCJ e atualmente conta com a parceria entre Unicamp e Unesp. Através de exemplos espalhados pelo mundo, demonstrou que o projeto poderá desenvolver as cidades envolvidas, além de preservar a cultura regional, bem como os referenciais históricos e culturais.

Mauricio Silveira Pereira, representando o Ciesp, informou que há mais de 13 anos a instituição criou um prêmio para o uso racional da água. Ainda abordou sobre a crise hídrica, de 2015 a 2016, além de comentar sobre o potencial de água em Rio Claro para a instalação de empresas, que geram emprego e desenvolvimento. Por fim, comentou sobre a legislação do reuso da água e salientou a necessidade de valorizar de alguma forma quem realiza o tratamento interno e cobrar multa de quem não possui esta prática.