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Projeto amplia atendimento ao público nas salas de cinema do município

Através do Projeto de Lei 46/2019, Ney Paiva (DEM) amplia o debate sobre atenção ao Autismo ou Transtornos do Espectro Autista, o TEA. Pela proposta, que tramita na Câmara Municipal, o vereador defende a obrigatoriedade da realização de sessão de cinema adaptada às pessoas e seus devidos familiares.

“O lazer é um direito de todos”, enfatiza o parlamentar na apresentação do projeto na semana em que é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. O Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , conta com 38,5 milhões de crianças de zero a 13 anos com este distúrbio que afeta a comunicação das pessoas.

Ao solicitar apoio dos demais parlamentares para aprovação do projeto, Ney Paiva observa que o acesso desses consumidores com transtorno do espectro autista ao cinema não é uma tarefa fácil. “A hiperatividade, a sensibilidade auditiva e visual, a dificuldade de concentração e a necessidade de permanecer sentado por longo tempo torna uma sessão convencional de cinema, para essas pessoas, um desafio por vezes intransponível”, assinala o autor da proposta.

Pelo projeto, ficam os estabelecimentos do setor de reprodução áudio/visual, cinemas e afins, situados em Rio Claro, obrigados a reservar, no mínimo uma sessão mensal. As luzes deverão estar levemente acesas e o volume de som devidamente reduzido. As sessões deverão ser identificadas com o símbolo mundial do espectro autista, que será fixado na entrada da sala de exibição e seus dias de exibições divulgados em redes sociais e imprensa escrita (jornais).

“O objetivo principal desta proposta é garantir aos autistas a oportunidade de desfrutar do cinema por meio de sessões adaptadas a sua especificidade, assegurando assim a inclusão social desses consumidores”, finaliza Ney Paiva. O projeto é analisado pelas Comissões Permanentes do Legislativo antes da votação no Plenário.