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Parlamentar intensifica contatos para solucionar impasses na área da Feena

Uma das reservas verdes mais importantes do Estado de São Paulo, a Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, a Feena, permanece na lista de prioridades da atuação legislativa do vereador Julinho Lopes (Progressistas) por motivos distintos: a regularização do loteamento Orestes Armando Giovanni e a busca por alternativas para a possível exploração comercial da floresta.

Julinho Lopes na reunião em São Paulo sobre o Pé no Chão do São Miguel e a possível exploração comercial da Feena

Nesta semana, Julinho Lopes em São Paulo, acompanhado do secretário municipal de Habitação Anderson Golucci. Diretor Executivo da Fundação Florestal Rodrigo Levkovicz também participou do encontro que teve como tema central a regularização de cerca de 700 moradias do bairro conhecido popularmente como Pé no Chão do São Miguel.

Pauta de trabalho do vereador desde a sua primeira legislatura iniciada em 2009, a regularização do loteamento, de acordo com a Fundação Florestal encontra-se em fase adiantada já que a reserva verde já passou por processo de retificação de área.

“Estamos aqui em São Paulo em busca de informações. É preciso saber se com a retificação a referida área foi destacada. A partir daí, teremos condições de buscar efetivamente a regularização”, comentou Julinho Lopes na reunião. “Este impasse precisa ser resolvido para que as famílias possam enfim receber a sonhada documentação dos seus bens”, pontuou o vereador.

Outro assunto que ganhou destaque no encontro é a possível exploração comercial da Feena. Tema abordado por vários segmentos no município, na avaliação do vereador é preciso de cautela. Segundo ele, é preciso esclarecer diversos pontos para que o assunto possa avançar de forma satisfatória.

De acordo com Rodrigo Levkovicz , primeiro é preciso fazer reunião para saber se existe interesse por parte de empresários da cidade. Julinho Lopes pede atenção com a forma como o tema será abordado como que a proposta se torne atrativa. “O tempo de permissão de uso precisa estar alinhado ao valor do investimento que terá de ser feito”, disse o vereador. “O tempo da permissão de uso não pode ser de cinco anos prorrogáveis por mais cinco. A meu ver, é pouco. Vamos discutir isso ponto a ponto”, argumentou.

Para Julinho Lopes também é preciso ouvir a população para que a mesma tenha conhecimento dos efeitos desta possível exploração comercial. Ele observa, por exemplo, que atualmente, as pessoas levam alimentos diversos para a floresta e têm livre circulação. “A exploração comercial impõe regras e limites”, alertou o vereador.

A coordenadora do Núcleo de Regularização Fundiária, Tatiana Bressan, o assessor parlamentar da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente Paulo Delgado e Roberta Buendia que também representa a pasta do Meio Ambiente acompanharam as reivindicações de Rio Claro encaminhas por Julinho Lopes. “Vamos continuar acompanhando estes dois assuntos passo a passo”, completou o parlamentar que integra o grupo denominado Família na Floresta responsável pela realização de atividades diversas na reserva verde.