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Rio Claro busca apoio do governo paulista para amenizar crise financeira na Santa Casa

O déficit da tabela de serviços pagos pelo Sistema Único de Saúde, o SUS, atinge índices alarmantes e faz com que a Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro abra contagem regressiva para a redução de atendimentos. Com prejuízos neste ano que atingem a marca dos R$ 18 milhões, o hospital já tem data limite para tomar providências: junho de 2020.

Comitiva Rio Claro na reunião com secretário estadual de Saúde José Ferreira e o presidente a Alesp Cauê Macris

Diante a gravidade que se aproxima, comitiva de Rio Claro formada pelo vereador Paulo Guedes (PSDB), provedor e administrador da Santa Casa, Danusio Antonio Diniz e Alfredo Lima Junior, respectivamente, esteve reunida na última quinta-feira, 5/12, com o secretário estadual de Saúde José Henrique Germann Ferreira. Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Cauê Macris participou do encontro na capital paulista.

Na parte inicial do encontro, Alfredo Lima Junior apresentou os números que comprovam a escalada contábil negativa da Santa Casa. Destacou que o hospital é responsável pelo atendimento médico gratuito a 260 mil habitantes de seis cidades – Rio Claro, Santa Gertrudes, Itirapina, Corumbataí, Ipeúna e Analândia. Citou ainda que a falta de vagas é uma triste realidade e que o hospital possui condições estruturais para abrir mais dez leitos porém precisa de recursos financeiros.

Paulo Guedes avaliou que a alternativa para que o governo paulista possa reajustar o valor mensal enviado para Rio Claro seria alterar a classificação de Hospital de Apoio para Hospital Estratégico. “Com isso, o nosso município teria condições de aumentar o fôlego financeiro diante da defasagem da tabele SUS que se arrasta por 16 anos”, pontuou o vereador.

Após ouvir a reivindicação, registrada em forma de ofício protocolado ao término da reunião, o secretário José Ferreira externou que a divisão dos hospitais em Apoio, Estratégico e Estruturante está com os dias contados. “Estamos reavaliando o programa para equacionar as distorções detectadas”, comentou. “Esta reformulação, que vai levar em conta a produtividade, com certeza vai ajudar no pleito que hoje vocês entregam em nome de Rio Claro”, completou o secretário.

Cauê Macris entende que a saúde pública representa desafio a todos os gestores no país pelo fato da oferta ser menor que a demanda. O presidente da Alesp solicitou atenção especial do governo paulista com a crise financeira da Santa Casa de Rio Claro pelo fato de cidades com números de habitantes menores terem migrado de Hospital de Apoio para Hospital Estratégico. “A readequação do programa de distribuição de recursos me parece justa porque realmente vem para conter as distorções. Conheço a realidade da Santa Casa de Rio Claro e vamos acompanhar de perto essa situação para que em 2020 o hospital não tenha que reduzir os atendimentos gratuitos”, afirmou o presidente da Alesp.